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Os laços
Esses laços me dão arrepios
Tantos anos soprando a cama antes de deitar
Exorcizada a mácula dando um tiro pela culatra
Caí na rede por quê?
Sempre existe um bode
Numa convivência nervosa
Os descontrolados se bicam
Macacos mordam
Não macerem a flor
Sei que para vocês o importante é dissecar
O poeta tem um pálido vislumbre
A mística melodia
O erudito curioso no âmago das coisas
Ser ou não máquina
Nada importa ao sensível espírito
Que tem em si a certeza do sou.
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